PEBA DO BRASIL



-Siga o jumento! Siga o jumento!- disse o porco imundo e fedorento.

Que tempos são estes, de choro sem vela.
Ah que falta fizestes seu Marighella!

Aos ventos do Norte não se respira vida;
Só se há carbono de sua flora sofrida.

-Siga o jumento! Siga o jumento!- disse o porco imundo e fedorento.

Quem chegou? quem há de chegar?

Abre a porteira sulistas de seu pomar, pois seu porco imundo e fedorento trazendo miséria acabou chegar! 

Disse que sim, pelo Nordeste se passou já; 
Passou foi o olho sem uma pá arredar!

-Siga o jumento! Siga jumento! -disse o porco imundo e fedorento.



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